Por Nonato Costa,
14 de julho de 2014
"O amor de Deus é a essência da vida"
Homem desesperado tira
a própria vida, num ato inconseqüente e desesperançoso. Quando se liga a
televisão, os noticiários trazem notícias similares. Quando se lança um olhar
apurado sobre a sociedade, percebem-se tristeza, dor, angústia e aflição.
Famílias estão se despedaçando, mergulhadas no desemprego e nos casamentos
destruídos. Jovens estão aprisionados
pelas drogas e pela prostituição. Os valores humanos estão silenciados e encontra-se
uma superficialidade de sentimentos e de caráter, e um mascaramento do
bem-estar na própria vida, maquiando o caos para o qual os homens têm caminhado
a passos largos.
Tem-se, atualmente,
uma sociedade que geme, grita e chora desesperadamente por socorro, suas dores
são intensas, sua luta é constante. Uma batalha que permanece infindável. Se
for lançado um olhar sobre a sociedade serão vistos: festa, animação, glamour,
diversão. Se este olhar penetrar os olhos de alguém individualmente, o reflexo
será diferente. Algumas vezes, o vazio. Outras, a angústia. Aflição e desespero
disfarçados num sorriso que cortina um semblante que insiste em se camuflar. No
mundo contemporâneo, a pressão de atender aquilo que a sociedade exige. Uma
agenda de atividades que não finda.
Já não há pausa
para olhar os lírios do campo e as aves do céu (Mt. 6, 26-28). Jesus, há dois
mil anos, alertou o homem acerca desta inquietude. E o chamou para junto de si,
declarando ser o seu jugo suave e o seu fardo, leve (Mt. 11.30). Quando o Filho
de Deus transmitiu esta mensagem, teve a convicção de alguém que conhece o
vazio existente na alma humana. Ele é o único homem que sonda e conhece o
coração do homem (Sl.139.1) e perscruta-lhe a alma e o espírito. Se o homem
conseguisse olhar para dentro de si mesmo, perceberia quão grande e espaçoso é
o seu vazio, e que só existe um ser que consegue preenchê-lo: o Deus que o
criou. Quando o Senhor adentra o interior do homem, preenche-o, e o seu vazio é
trocado pela completude dada por Deus.
Jesus Cristo ao
chegar ao coração do homem, bate. Aos que ouvem a sua voz e abrem a porta, Ele
entra. O Filho do Altíssimo promete cear com ele (Ap. 3. 20). A presença de
Jesus na vida do homem é um fenômeno que o mundo olha e não compreende. Cristo
é o homem que tem poder de acalmar as tempestades da vida (Mt.8.26). Os ventos
da inquietude e o mar de problemas obedecem à sua voz. Com ele, vem a bonança.
O Senhor está a
passear ao redor do homem, constantemente apresenta-se a ele, aproxima-se dele.
No entanto, a decisão provém do homem de aproveitar estes momentos ou não. Os
exemplos de Zaqueu, o publicano, ilustra bem uma situação em que a aproximação
de Jesus Cristo foi bem aceita, uma oportunidade não desperdiçada. Zaqueu não
mediu esforços para ver o Cristo. Era uma oportunidade única. Ele passaria por
aquela rua. Os obstáculos não foram suficientes para fazer aquele homem
desistir de conhecer ao Jesus que tanto as pessoas falavam. Baixa estatura? Um publicano
pecador? Uma multidão cercando Jesus? Ele, Zaqueu, conseguiria aproximar-se? Conseguiria
vê-lo?
Zaqueu agarrou-se a
oportunidade que estava à sua frente. Subiu numa figueira. Jesus passaria por
aquele caminho. Ele o veria. O esforço de Zaqueu não foi em vão. O mestre não
despreza o esforço de ninguém. Zaqueu,
desce depressa, porque, hoje, me convém pousar em tua casa (Lc.19.5). Zaqueu queria conhecer Jesus. O Senhor
já o conhecia. Zaqueu abriu a porta. Jesus entrou, e ceou com ele.
Com a mulher do
fluxo de sangue não foi diferente.
Tristeza, dor, angústia e aflição. Doze anos sofrendo com aquele mal.
Jesus também passaria por ali. Se tão
somente tocar nas suas vestes, sararei (Mc. 5.28). Aquela mulher ficou na
posição certa e confiou no Mestre. Ela tocou as suas vestes. O toque da mulher
fez sair poder de Jesus. Ele honrou a sua fé. Ela saiu em paz, e curada.
Bartimeu foi mais
um exemplo de quem soube aproveitar a oportunidade que Deus lhe deu. Jesus
também estaria ao seu redor, também passaria pelas suas proximidades. A coragem
e a fé daquele homem não o permitiram desistir frente às dificuldades. O Filho
de Deus está perto, o cego de Jericó começa a gritar: Jesus, filho de Davi, tem misericórdia de mim (Mc. 10.47). Não era hora de escutar as muitas
vozes que o repreendiam. Bartimeu clamava ainda mais forte e mais alto. Era a
sua chance. A sua dor sairia, a sua angústia desapareceria. Aquele homem
poderia lhe livrar daquele mal, daquela aflição que lhe acompanhava desde que
nascera. Que queres que te faça? (Mc.
10.51).
Nos dias atuais a
frase de Jesus ecoa no coração humano. Ecoa a sua volta. Mas as muitas vozes
repreendem o homem e ele não demonstra a mesma coragem e fé do cego Bartimeu. O
homem desiste. Fácil seria dizer: Mestre,
que eu tenha vista. Ou... Mestre, que minha angústia desapareça. Mestre,
que o meu vazio seja preenchido. Mestre, que eu seja salvo por ti. Jesus quer
dar a mesma resposta: Vai, a tua fé te
salvou (Mc. 10.52). Mas o homem não abre a porta. Assim, ele não entra e
não pode cear, ele não entra e não pode fazer morada no coração humano.
No cotidiano,
muitas vezes, tem-se a oportunidade de ser o Zaqueu, ou a mulher do fluxo de
sangue, ou mesmo, o cego Bartimeu. Mas o homem prefere agir como o discípulo
que disse a Jesus: Senhor, permite-me
que, primeiramente, vá sepultar meu pai. (Mt. 8.21). Jesus em segundo
plano. Senhor, primeiro quero resolver alguns problemas. Mestre, antes, quero
participar daquela reunião do meu trabalho. Jesus, espera um pouco, quero a
permissão da minha família. Disfarçadamente, o homem dá um não a Jesus Cristo.
Justificativas que não convêm. E a frase de Cristo ecoa no ouvido da
humanidade: Eis que estou à porta e bato;
se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e com ele
cearei, e ele, comigo (Ap. 3. 20).
O homem ainda não
percebeu a dimensão deste convite de Jesus. O convite de um carpinteiro? Sim.
De um nazareno? Sim. De um profeta que foi morto pelo seu próprio povo? Sim. Mas
também de um homem que tem o nome sobre todo nome. Daquele que fez os maiores
milagres que a humanidade já viu. Um convite daquele que tem poder sobre a
morte. Daquele que estava com Deus na criação de tudo, porque Ele é o próprio
Deus (Jo. 1). Daquele que tem escrito na veste e na coxa: Rei dos reis e Senhor
dos Senhores (Ap. 19.16). Daquele que está assentado sobre o trono, à destra de
Deus Pai.
Jesus Cristo faz
todos os dias um convite à humanidade. Um chamado que irá decidir onde o homem
passará a eternidade. Senhor, permite-me
que, primeiramente, vá sepultar meu pai. (Mt. 8.21). “Hoje, não. Amanhã, talvez. Ainda não estou
preparado.” Jesus diz: Vinde como estás. Ele é quem prepara o
homem. É o Senhor quem o restaura e o transforma. Quem o molda segundo a sua
vontade. Se o homem lutar com as suas forças, não conseguirá. Quem consegue é o
braço forte do Senhor.
Quando a humanidade
disser sim a Jesus, um novo silêncio ecoará sobre a terra. Não um silêncio de
morte, de angústia, de aflição. Mas o silêncio da Paz que excede todo o
entendimento. Aquela que apenas o Príncipe da Paz pode oferecer. Com Jesus
Cristo de Nazaré, a humanidade terá o seu vazio preenchido. O homem saberá
contemplar a essência da vida e o descanso de Deus, pois os problemas ainda
existirão... mas se ele não abrir o mar vermelho, ele fará o homem caminhar
sobre as águas.
Ele, apenas ele,
guia o homem às águas tranqüilas, aos pastos verdejantes (Sl. 23) e apenas os
que habitam em seu esconderijo, podem descansar à sua sombra (Sl.91) e receber
do Onipotente toda a sua proteção. Permita-se ouvir a frase: Eis que estou a porta e bato... Abra a
porta. Cristo quer cear com você! E fazer morada em seu coração. Depende apenas
do seu sim.
"Jesus Cristo faz todos os dias um convite à humanidade. Um chamado que irá decidir onde o homem passará a eternidade. "
(Nonato Costa)
(Nonato Costa)
"O homem saberá contemplar a essência da vida e o descanso de Deus, pois os problemas ainda existirão... mas se ele não abrir o mar vermelho, ele fará o homem caminhar sobre as águas."
(Nonato Costa)


Excelente texto!
ResponderExcluir